Valências

Programa para Toxicodependentes
(desde 5 de Outubro de 1991)
O programa, da Clínica do Outeiro para Toxicodependentes, constitui uma abordagem globalizante desta doença pelo que pode ser encarada como uma alternativa inovadora no tratamento e reinserção de toxicodependentes. Em regime de internamento e num contexto de comunidade terapêutica é facultado aos indivíduos adultos dependentes de substâncias psicotrópicas, de ambos os sexos, um espaço protegido e livre de drogas onde poderão ultrapassar a sua dependência e reconstruir um projecto de vida válido e adequado.
Este processo inicia-se com um compromisso voluntário de mudança e vai ser fortemente influenciado pelo desejo individual de reabilitação.
Este programa de tratamento para toxicodependentes propõe-se a alcançar os seguintes objectivos:
1. Alcançar e manter a abstinência de substâncias psicotrópicas;
2. Criar e disponibilizar um contexto no qual os toxicodependentes possam desenvolver um quadro de valores de referência em que genuinamente acreditam, possibilitando um real compromisso com o mesmo;
3. Auxiliar/ajudar esta população a desenvolver uma adequada compreensão dos seus problemas de modo a reforçar o seu auto-conhecimento;
4. Possibilitar a aprendizagem de técnicas e/ou estratégias de resolução de problemas que promovam uma real aceitação da realidade individual e a não necessidade de evasão através do consumo de drogas.

Programa para Adolescentes
(desde Dezembro de 1998)
O programa da Clínica do Outeiro para adolescentes dependentes de substâncias psicotrópicas constitui, desde Dezembro de 1998 uma alternativa única e inovadora no tratamento e reinserção de doentes nesta faixa etária. A funcionar em regime de internamento e num contexto de comunidade terapêutica é facultado a adolescentes dependentes de substâncias, de ambos os sexos, um espaço protegido e livre de drogas onde poderão ultrapassar a sua dependência e reconstruir um projecto de vida válido e adequado. Este processo inicia-se com um compromisso voluntário de mudança e vai ser fortemente influenciado pelo desejo individual de reabilitação.
Os principais objectivos a serem alcançados com esta população específica são:
1. Criar e disponibilizar um contexto no qual os adolescentes toxico dependentes possam desenvolver um quadro de referências e valores que genuinamente acreditem possibilitando um real compromisso com os mesmos;
2. Reorientar os adolescentes para um projecto de vida que possibilite a continuidade do seu crescimento pessoal;
3. Facultar a aprendizagem de competências de vida que promovam uma real aceitação da realidade individual e uma relação de confiança com os elementos efectivamente significativos;
4. Todo o trabalho desenvolvido com esta população deverá assentar na individualidade de cada um bem como nas características específicas da adolescência.

Programa para Pacientes com Doença Mental Concomitante Grave
(desde Maio de 2000)
Desde Maio de 2000 que a Clínica do Outeiro desenvolveu um programa específico para pacientes com doença mental concomitante grave. Esta abordagem baseia-se numa adaptação do modelo de comunidade terapêutica desenvolvido para tratar indivíduos com comorbilidade psiquiátrica associada ao consumo de substâncias psicotrópicas.
Em regime de internamento, este programa dá ênfase a actividades desenvolvidas em grupo, procurando promover uma maior adaptação e respostas às necessidades desenvolvimentais destes doentes tendo sempre como objectivo a maximização de aprendizagens sociais. Este modelo de intervenção adaptado define uma abordagem terapêutica menos exigente uma vez que tem de atender a um conjunto de sintomatologia do foro psiquiátrico observável neste grupo, défices cognitivos, ritmo de funcionamento lentificado e baixo controlo de impulsos.
Os principais objectivos a serem alcançados com este grupo que detêm particularidades muito específicas são:
1. Suspensão dos consumos de álcool e de outras drogas;
2. Levar o paciente a reconhecer e aceitar a sua doença mental;
3. Promover o desenvolvimento de competências interpessoais, bem como uma melhor compreensão da sua problemática pessoal;
4. Desenvolvimento do auto-conhecimento com vista a uma preparação, tão adequada quanto possível, para que o doente possa viver autonomamente no seu meio social de pertença.

Programa para Alcoólicos
(desde Setembro de 2008)
A Clínica do Outeiro desenvolveu um programa específico para indivíduos com diagnóstico de transtornos mentais e do comportamento devido ao uso de álcool, cuja metodologia se baseia na adaptação do programa “LePortage”. É uma abordagem isenta de drogas de substituição, confere uma ênfase muito particular às dimensões: auto-ajuda e interajuda. Esta abordagem baseia-se numa adaptação do modelo de comunidade terapêutica e constitui uma abordagem globalizante desta doença, com cariz integrativo e que pretende interdependentemente considerar as dimensões de tratamento e reinserção. Complementarmente e no contexto do modelo “LePortage”, a adição ou dependência de substâncias é perspectivada como: um sintoma de vida em crise.
A resposta técnica a disponibilizar, durante este período agudo ou crónico de mal-estar emocional e/ou físico, contempla:
1. Desenvolvimento de autodisciplina;
2. Alteração de comportamentos disruptivos;
3. Reestruturação cognitiva.
Em regime de internamento, neste programa recorre-se a estratégias psicoterapêuticas, quer em contexto de grupo, quer em contexto individual. Este tipo de intervenção terapêutica visa responder adequada e efectivamente às necessidades desenvolvimentais destes pacientes, tendo sempre como objectivo a maximização de potencialidades individuais, bem como dotar os mesmos sujeitos de capacidades psicossociais e de novas aprendizagens de carácter inter-relacional.
Em termos latos, para poder optimizar este programa de tratamento estabeleceu-se os seguintes objectivos terapêuticos para os pacientes alcoólicos:
1. Levar o paciente a reconhecer e aceitar a sua doença (sinais e sintomas), no sentido de alcançar e manter a abstinência alcoólica.
2. Promover o desenvolvimento de competências interpessoais bem como uma melhor compreensão da sua problemática pessoal e o reforço do seu autoconceito.
3. Desenvolver o autoconhecimento, tendo em vista uma preparação, tanto adequado quanto possível, para que o paciente possa viver autonomamente no seu meio social de pertença;
4. Possibilitar a aprendizagem de técnicas e/ou estratégias de resolução de problemas que promovam uma real aceitação da realidade individual.
