A Família

Papel da Família

 

 

Aproveitar o tempo de internamento para reestruturar a sua autonomia onde pode reencontrar alguma tranquilidade e romper com laços de co-dependência

 

Ter uma expectativa positiva face ao tratamento com alguma crítica razoabilidade face à possibilidade de recuperação

 

Assumir o problema do seu familiar sem minimizações

 

Exigir mudanças de atitude e de comportamento do familiar para que a recuperação possa ser viável

 

Perceber que não pode resolver pelo familiar o seu problema de dependência mas que pode com a sua atitude incentivá-lo para que ele o faça

 

Exprimir honestamente as suas opiniões – receios /medos

 

Reforçar as evoluções ou conquistas

 



 

Atitude da Família

 

 

(1) Na comunidade terapêutica:

 

 

Atitude de não-interferência directa no processo terapêutico

Colaboração activa com a equipe terapêutica

Ter abertura para colocar questões ou dúvidas aos técnicos e não directamente ao seu familiar

 

 

(2) Em fase de transição:

 

Colaborar com os técnicos na implementação do projecto de reinserção estruturado para o seu familiar

Dar espaço para que o familiar assuma as suas responsabilidades – emprego, gestão do seu dinheiro

Promover o diálogo

 

 

(3) Durante o acompanhamento pós-residencial:

 

Reforçar a ideia de que a recuperação é um processo contínuo

Encorajar a continuidade do vínculo terapêutico do seu familiar com a clínica

Manter contacto com os técnicos e familiares de outros utentes para poder trocar impressões

 


 

Considerações para Reflexão ...

Não viver permanentemente inquietado com a situação do residente ou com o medo que ele possa fugir mas sim procurar definir claramente quer para si quer para ele qual será a atitude a ser adoptada

 

Tentar ter uma boa percepção das possíveis manipulações a que o residente pode recorrer quando pretende abandonar o tratamento para que possa rebatê-las (ex: já estou bem, quero ir trabalhar ou estudar porque aqui só estou é a perder tempo ...; estou mal e isto aqui põe-me ainda pior, põe-me maluco, pedem-me coisas absurdas...).

 

Evitar a culpabilidade pelo que aconteceu no passado e investir na compreensão das atitudes adequadas para contribuir eficazmente para o tratamento em cada uma das suas fases (internamento, transição até a graduação).

 

Procurar não pensar obsessivamente no que aconteceu de errado com o familiar mas pensar naquilo que ainda é possível fazer para alterar a situação e construir um futuro mais positivo.

 

Não ter vergonha de ser familiar de um toxicodependente mas, antes, ter orgulho de estar a proporcionar um tratamento válido que pode funcionar caso o residente invista nesse processo.

 

Procurar não se fechar sobre si próprio por vergonha mas saber que há pessoas que compreendem o problema, que já o viveram e que serão capazes de ajudar.

 

Aceitar que, por desconhecimento, ignorância poderão ter agido erradamente nos momentos em que acreditavam estar a fazer bem ou pelo menos o melhor possível.

 

Procurar ser autêntico na expressão do que sente em relação ao residente, de forma a contribuir para aumentar a sua consciência da realidade.

 

A partir da transição não viver obcecado pela desconfiança, procurar encontrar o equilíbrio entre alerta/atenção/algum recuo crítico em relação às atitudes e comportamentos do familiar assim como o reconhecimento e aceitação das mudanças realizadas durante o internamento na comunidade.

 

Na fase de acompanhamento pós-residencial conversar abertamente com o familiar sobre o problema da confiança a reconstruir, explicando que a confiança não se decide de um dia para o outro mas constrói-se dia após dia, na base de provas concretas.

 

Conversar com o familiar procurando perceber se ele tem projectos, objectivos de vida, interesses positivos em vez de ficar a temer permanentemente a sua recaída. Em qualquer altura nunca hesitar em pedir ajuda! 

Notícias

Guia de Recursos I.D.T.

Citado de www.idt.pt:

 

Ao fim de um ano de trabalho, a equipa da Revista Dependências,  publicou no dia 5 de Maio, o "Guia de Recursos da Saúde e Dependências".
 
- É um guia de respostas da saúde e das dependências em Portugal ;
- Contém informação das instituições Europeias e Mundiais;
- Informação sobre as Substancias Psicoactivas;
 
 É a primeira grande publicação sobre informação das drogas e das dependências.
Para efectuar download clique aqui.